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Animais e a Família Bichos e crianças: Um começo saudável: O poder dos bichos na infância Nossa afinidade com os animais é inata, mas nossa cultura também programa essa relação. Desde o momento em que a criança tem idade suficiente para acompanhar uma história, os protagonistas de seus livros são quase sempre animais. A criança também vê os animais como heróis na televisão, nos desenhos animados e vídeo games, nos brinquedos, no cinema. Crianças de três a seis anos relatam que os animais aparecem em 61 por cento de seus sonhos, uma porcentagem que cai de forma drástica à medida que crescem. Aos nove anos, a proporção é de 36 por cento; aos 14 anos, cai para 20 por cento, finalmente se estabilizando em sete por cento. Entre as primeiras palavras 50 palavras que uma criança usa, sete são nomes de animais. Na verdade os termos “cachorro” e “gato” figuram no mesmo nível de “papai” e “mamãe” no vocabulário inicial da criança. Em muitos casos, são mais memoráveis do que “suco”, “leite” e “bola”. Os animais dominam o pensamento consciente e inconsciente de uma criança. Bichos e Família Os estudos apontam como um bicho de estimação pode ser importante para toda a família de uma criança que passa parte do dia sozinha em casa. Quando o pai e mãe trabalham fora, o mundo se torna menor. As crianças têm menos probabilidades de se envolver com os amigos, grupos juvenis e outras atividades similares. Os pais exaustos, também têm menos disposição para expandir o mundo dos filhos. Com isso, o bicho de estimação torna-se um importante catalisador da espontaneidade e da diversão em família. Cada pessoa sente uma ligação vital com os animais, através da qual podemos demonstrar o que temos de melhor, nossos valores mais altos. Com a prática, aprendemos a usar essas habilidades no relacionamento com os outros membros da família e com todos os cidadãos do mundo. Um bicho de estimação pode servir como um refúgio emocional, um ouvinte paciente e um elo de ligação, que proporciona à família, quaisquer que sejam as dificuldades, um senso de propósito e integração. Bichos e Idosos Muitas vezes o idoso sente que não merece amor e afeição. “Sou velho, feio e muito magro; quem vai querer me abraçar?” E é o que os bichos de estimação mais oferecem, de uma forma sistemática e abundante. O contato físico é algo de que todos nós precisamos, mas os idosos o obtêm menos do que os outros. Mara Baun, professora de enfermagem da universidade do Texas, que realizou uma importante pesquisa sobre idosos e bichos de estimação em retiros para idosos, observou a maneira constrangida como os filhos adultos abraçam seus pais. Você só chega ao ponto de manifestar fisicamente sua afeição por uma pessoa quando se relacionou com ela durante toda a sua vida, e os fatores subjetivos dessa interação entram em cena – disse ela. – Mas nada disso importa no relacionamento com os animais. O que os estudos não podem demonstrar, no entanto, é que essa interação com o bicho de estimação é um relacionamento real com uma criança dotada de mentalidade própria. Não são apenas a contemplação, o afago e a redução de freqüência cardíaca. Há também o riso, a distração e as divergências. Em 1993, uma organização lançou o programa De Idoso para Idoso. O objetivo era juntar idosos e bichos de estimação que tivessem mais ou menos os mesmos problemas e o mesmo ritmo de vida. Apesar dos benefícios óbvios, apenas 30 por cento dos idosos vivendo sozinhos têm um bicho de estimação em casa. Por saber que muitos idosos hesitam em ter um bicho porque pensa que vai custar muito, ou que não terão condições de mantê-lo, o programa oferecia alguém para ir buscar o animal e leva-lo ao veterinário, tudo de graça, além de cuidados gerais uma vez por mês. A resposta foi extraordinária. Não demorou muito para que a despesa absorvesse uma grande parcela do orçamento da liga. Pararam de recrutar novos participantes há dois anos. Ainda assim, o programa tem quase 500 participantes, cerca da metade fazendo contato semanal com a diretoria do programa, Jonnie Coe. Através dos animais, o programa tornou-se um serviço social para os idosos. Eles ligam para perguntar se alguém pode ajudar a instalar o ar-condicionado na janela, “porque o gato não consegue viver nesse calor”. Ou pedem para alguém ir até sua casa trocar uma lâmpada. Um dos motoristas, um verdadeiro santo, agora apara o gramado de vários idosos. Têm obsessão, diz Jonnie, por manter em dia as vacinas dos animais, mesmo quando esquecem as próprias. No início da vida, os bichos de estimação ensinam a criança a ter responsabilidade e cuidar de outra criatura. Ao final da vida, proporcionam uma maneira de manter essas mesmas habilidades. Fonte de Consulta: Instituto Nina Rosa - www.institutoninarosa.org.br |
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