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Curiosidades Escreva para a FAS se deseja ser um colunista Alergia - Quem é o vilão? Uma das maiores dúvidas que atormentam os pais é permitir ou não que os filhos convivam com animais de estimação. E é a alergia um dos motivos que deixa os pais tão desconfiados. Mas, um estudo publicado no "Jornal da Associação Médica Americana" mostra que o senso comum pode estar enganado. Uma pesquisa feita com 400 crianças durante sete anos concluiu que as expostas a animais de estimação tiveram a metade das chances de se tornar alérgicas. Outros quatro estudos também sugerem que o convívio com cães e gatos nos primeiros anos de vida pode permitir que o corpo construa defesas contra os alergênios, agentes capazes de produzir alergia. Mesmo assim, os pediatras advertem que as crianças que já são alérgicas devem ficar longe do convívio desses animais para evitar o agravamento dos sintomas da inflamação. Reações alérgicas são causadas quando um anticorpo chamado imunoglobulina-E se associa a uma célula sanguínea chamada célula-mestre. Ao se ligar ao anticorpo, a célula-mestre libera substâncias químicas que causam as inflamações. O estudo foi feito por um grupo de cientistas da Faculdade de Medicina da Geórgia (EUA) e eles afirmam que a saliva, as fezes e a urina de cães e gatos transferem muitas bactérias do tipo gram-negativo e isso pode mudar a forma como o sistema imunológico da criança reage a essas bactérias, ajudando a protegê-la contra as alergias. Os resultados do estudo confirmam o que os médicos chamam de "hipótese da higiene". Essa tese afirma que pessoas que crescem em um ambiente limpo demais, sem contaminantes ambientais, ao se deparar com substâncias que provocam alergia, o sistema imunológico pode reagir em excesso. Para o Departamento de Alergia e Imunologia da Sociedade Brasileira de Pediatria essa tese não se aplica ao Brasil porque a maioria da população vive em condições de higiene precárias e nem por isso está livre de alergias. Já um estudo realizado com 30 mil estudantes brasileiros mostrou que 20% deles são alérgicos. O Brasil é o quinto no ranking mundial de países com maior prevalência de doenças alérgicas. Independente de proteger crianças das alergias, a presença de um bicho de estimação em casa é, na maioria das vezes, benéfica. Cachorro que late... pode morder! Venice Sant´Anna Um velho ditado popular propagou a idéia de que "cão que ladra, não morde". Esta é uma assertiva falsa, pois qualquer cão pode morder, ainda que não conste da lista de animais tidos como agressivos. Segundo a FUNASA (Fundação Nacional de Saúde), no ano de 1999, cerca de 400 mil pessoas foram mordidas por cães e necessitaram de atendimento médico. Não é possível se determinar com absoluta exatidão o número de pessoas mordidas, pois muitas delas se tratam em casa ou em consultórios particulares, não comunicando o fato às autoridades. Há, inclusive, estados que não compilam esses dados. Entretanto, médicos e veterinários reconhecem que o número de pessoas atacadas por cães está aumentando e alegam como os possíveis motivos: a falta de controle do crescimento da população canina e a ignorância no trato com os animais. O indicado, antes de se acolher ou adquirir um cão, é informar-se sobre as características e temperamento da raça em questão, para saber se o mesmo combina com a personalidade da família. É aconselhável, também, colher informações sobre o temperamento dos pais do animal, pois se forem agressivos é bem possível que os seus filhos também o sejam. O custo financeiro e o emocional para quem é agredido por um cão podem ser bastante altos. Às vezes, várias cirurgias reparadoras são necessárias para se reconstituir o rosto, no caso de ataque considerado grave, pois para isso é preciso retirar pele e cartilagem de outras partes do corpo. E, não se pode olvidar que, mesmo sob os cuidados de mãos habilidosas de um cirurgião competente, dificilmente o rosto voltará a ser o que era originalmente. Outro fator que ninguém deve desprezar é o adestramento do cão; este deve ser contínuo, desde o primeiro dia do animal em sua casa até o fim da vida do mesmo. Treinar um cão implica em caminhar e brincar com ele, além de lhe dar aulas de obediência. Se você achar graça das mordidas ou tolerar a indisciplina de um filhote, estará lhe dando oportunidade de se impor e de se tornar dominante, quando o correto seria ensiná-lo a se comportar bem no convívio com pessoas. Acostumar o animal a conviver com outras pessoas, desde a época em que é filhote, leva-o a socializar-se adequadamente. Há cães que permanecem sozinhos o dia todo num apartamento e há os que são amarrados constantemente do lado de fora da casa, o que os incita a um comportamento agressivo. Os donos de um cão precisam ter em mente que, embora eles saibam lidar com o animal, os amigos e parentes talvez não o saibam e, por isso, não se pode prever como o animal vai interpretar determinados gestos, principalmente de estranhos. Em ocasiões de se receber visitas é recomendável cercar-se de cuidados extras como, por exemplo, prender-se o animal. Se o seu cão rosna, arreganha os dentes ou tenta atacar alguém que lhe visita, não invente desculpas para este seu comportamento. Um cão de estimação deve e tem de ser controlado por seu dono, obedecendo-lhe a voz de comando. Atitudes como estas precisam ser corrigidas. É bom salientarmos que, geralmente, as pessoas mordidas são as que não têm medo de cães e que se consideram hábeis no trato com esses animais e, por isso mesmo, não tomam as devidas precauções com cães desconhecidos. Existem algumas medidas que podem e devem ser colocadas em prática no contato com cães:
Antes de acariciar um animal desconhecido, pergunte ao dono se você pode fazê-lo. Se isto lhe for permitido, deixe primeiro que o cão cheire as costas de sua mão fechada e, só depois, faça-lhe um carinho suave e delicado.
Lembre-se de que treinar um cão agressivo, depois de adulto, é tarefa difícil e pode não dar certo. O veterinário pode lhe indicar um adestrador ou um especialista em comportamentos caninos. Se mesmo depois de adestrado, seu cão continuar a assustar ou a atacar as pessoas, pense na possibilidade mais segura e humanitária de sacrificá-lo, ao invés de abandoná-lo por não conseguir controlá-lo. Fonte: Revista Seleções. Chega de bafo! Aquele cheirinho forte da boca de seu cãozinho não deve ser ignorado. O mau hálito é sinal de que há algo errado com a boca ou com o aparelho digestivo do animal. Uma das causas do mau hálito pode ser a placa bacteriana que se acumula sobre os dentes. A placa é composta por proteínas, células mortas e de descamação, saliva, restos de alimentos e, principalmente, bactérias que, através do processo de fermentação, produzem substâncias que são responsáveis por este terrível mau cheiro. Por terem os dentes mais juntos, os cães de pequeno porte têm mais chances de serem afetados pelo problema. O livro do médico veterinário canadense Bruce Fogle, The Complete Dog Care Manual, reúne algumas dicas muito úteis sobre o assunto. Preste bem atenção e não deixe mais seu amiguinho sofrer com o bafo de leão:
Longe de ser considerado tratamento de luxo, os cuidados bucais vêm complementar a lista de medidas preventivas para a saúde do animal, que também inclui: alimentação à base de ração de boa qualidade, vacinação completa e controle de parasitas, higiene do animal e do local onde vive, programa de exercícios, além de muito amor e carinho. Não ache normal seu cão ter bafo. Infecções sérias, que podem comprometer toda a saúde do animal, podem ter início numa boca mal tratada. Faça a higiene diária em seu bichinho e leve seu cão periodicamente ao veterinário. HORA DO BANHO A grana está curta? Não dá para bancar semanalmente o banho no pet shop? Não deixe seu amiguinho sujo e nem faça uma sessão de tortura caseira. Nos dias de hoje, não é sempre que se pode levar o seu lulu no pet shop para tomar um belo banho. Às vezes, o jeito é encarar um chuveiro em casa mesmo. Então, se você vai se aventurar a embelezar seu amiguinho, preste atenção em alguns cuidados que evitarão que seu cão odeie o banheiro da sua casa:
EVITE:
Lembre-se:
Problemas com a pele de gatos e cães de cor branca Se as orelhas e nariz estão sem pêlos, com escamação forte, isso é sinal de um mal da pele que afeta mais os cães e gatos brancos: a dermatite actínica. A pele, por ter pouca melanina, é afetada pelo sol - um pigmento negro que a protege dos raios solares. Mas atenção, não confundam o animal branco com o albino. No animal albino, a ausência de melanina é total, percebida pela cor clara do nariz, lábios e contorno dos olhos, rosada em vez de escura, o que aumenta mais o risco de pegar a dermatite. Evolução da Dermatite No cão, as lesões ocorrem nas superfícies dorsais, na face, nas narinas, pálpebras, áreas despigmentadas do plano, lábios e tronco. As áreas predispostas são a pele despigmentada e escassamente revestida por pêlos, no flanco e parte central do abdômen de cães brancos ou parcialmente brancos, particularmente, Dálmatas e Bull Terrier brancos. Nos primeiros estágios ocorre eritema com perda de pêlos, formação de crostas e ulceração no assoalho das narinas. As lesões aumentam e progridem especialmente em regiões de climas quentes e no verão. As lesões no tronco ocorrem em cães que passam longos períodos deitados sobre um dos lados, tomando banho de sol. As áreas despigmentadas, passam a apresentar queimaduras solares crônicas, com eritema, descamação e espessamento da pele. As áreas pigmentadas não são afetadas. Sintomas O espessamento da pele, a ausência de pêlos, uma escamação forte, pele avermelhada, formação de coceiras, queimaduras, bolhas e nódulos. Tratamento As feridas com sangramento e que não cicatrizam, sinalizam uma evolução para câncer de pele, por isso, é preciso muita atenção. A prevenção é impedir o contato com o sol e passar, duas vezes ao dia, uma loção protetora com fator solar 25ou 30, que as próprias farmácias de manipulação preparam. Caso o problema apareça, o correto é levar o animal no veterinário para que se inicie o tratamento com o objetivo de evitar que se agrave, já que o câncer não tem cura e pode levar o cão ou gato à morte. |
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